Julian Lemos aposta em crescimento de filiados no PSL e nega debandada

Escrito por em 17 de janeiro de 2018

 

O Partido Social Liberal (PSL) na Paraíba sofreu duas mudanças estruturais nos últimos cinco meses. Por duas vezes, o partido teve sua equipe de dirigentes destituída precisando adotar novos rumos. No mês de dezembro de 2017, de acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), o PSL contava com 7.824 filiados no estado. Especula-se que a saída dos dirigentes cause uma debandada no partido, mas o novo presidente do PSL aposta no crescimento do quadro.

Julian Lemos negou em entrevista ao ClickPB nesta quarta-feira (17) que esteja acontecendo uma debandada nos quadros partidários. Julian afirmou que ainda não tem informações sobre a quantidade de filiações e desfiliações porque faz pouco tempo que está à frente do diretório. No entanto, ele adiantou que “eu acredito que entre mais do que saia”.

“Eu como presidente estou recebendo muito contato de pessoas filiadas ao partido, que também integram diretórios, que me dizem estar interessadas em permanecer”, afirmou o presidente estadual do PSL.

Lucas de Brito, que presidia a Comissão Provisória até o início de janeiro e anunciou sua saída do partido após a filiação de Julian Lemos, que virou presidente do PSL, afirmou em entrevista ao ClickPB que tem recebido muitas ligações de filiados “para pedir um direcionamento”.

Para otimizar o tempo de todos, Lucas antecipou que “a gente está realizando na sexta um encontro com vários filiados do PSL para discutir as razões de nossa saída e ficar à disposição para apontar outros destinos”. Ele afirmou que será feito um levantamento dos integrantes do partido que irão pedir a desfiliação.

Ele ainda explicou que “quando nós recebemos o partido havia oito diretórios municipais e ao longo desses últimos quatro meses, nós dialogamos com 100 comissões provisórias manifestando interesse de virar diretório”. Depois disso, “quatro foram convertidos em diretórios e 10 outras comissões estavam com data agendada para as convenções, mas as convenções foram suspensas para que cada pessoa decidisse se ficava no partido”.

Já o deputado Tião Gomes, que presidiu o PSL até setembro de 2017, afirmou que na época em que deixou o partido e anunciou sua ida ao Avante, “90% dos pré-candidatos do PSL se filiaram ao Avante”. Ele ainda disse que “no interior quase todos os diretórios ou já entregaram ou estão entregando”.

Em relação ao partido, Tião Gomes considera que “o PSL vai ter que começar uma vida nova”. Após todas essas reviravoltas no partido, Tião acredita que o PSL servirá de lição de que “não se constrói nada destruindo aos outros”.

 

 

 

Com ClickPB


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