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Maringá 98 FM —     Não é um detalhe. É um marco. A CNN Infra nasce com uma proposta clara: transformar informação setorial em inteligência estratégica para executivos, investidores e formuladores de políticas públicas. Sob a coordenação de Daniel Rittner, jornalista com mais de 20 anos de cobertura do setor e diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, e com Robson Rodrigues como parte da equipe especializada, a nova estrutura editorial integra TV, digital e redes sociais com atuação contínua, analítica e especializada. O Brasil ganha, um espaço dedicado ao debate sério sobre o tema que mais importa para o crescimento econômico do […]

 

Não é um detalhe. É um marco.

A CNN Infra nasce com uma proposta clara: transformar informação setorial em inteligência estratégica para executivos, investidores e formuladores de políticas públicas.

Sob a coordenação de Daniel Rittner, jornalista com mais de 20 anos de cobertura do setor e diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, e com Robson Rodrigues como parte da equipe especializada, a nova estrutura editorial integra TV, digital e redes sociais com atuação contínua, analítica e especializada.

O Brasil ganha, um espaço dedicado ao debate sério sobre o tema que mais importa para o crescimento econômico do país: infraestrutura.

E há poucos temas mais urgentes — e mais estratégicos — do que o que escolhi para abrir essa coluna.

Este tema me acompanha no dia a dia como Diretor Financeiro Executivo da Itaipu Binacional: o futuro da tarifa da maior geradora hidrelétrica do mundo.

Em fevereiro de 2023, a usina quitou integralmente sua dívida histórica de US$ 63,3 bilhões — encerrando um ciclo de 50 anos. Um momento histórico que, no entanto, abre um debate ainda mais complexo: se a amortização não existe mais, qual Brasil e qual Paraguai queremos construir com Itaipu nas próximas décadas?

Não há resposta simples. Há soberania energética, há diplomacia bilateral, há interesses assimétricos entre dois países irmãos — e há uma responsabilidade enorme de quem tem o privilégio de participar dessa gestão.

Em “Energia, soberania e diplomacia: o novo desafio tarifário de Itaipu”, busco contribuir com rigor técnico e visão estratégica para esse debate e analiso:

⚡ Por que a maior geradora hidrelétrica do mundo é muito mais do que um ativo energético — é uma escolha de Estado.

🇧🇷🇵🇾 A assimetria de interesses entre Brasil e Paraguai: de um lado, a busca por modicidade tarifária; do outro, uma nação para quem Itaipu representa 85% de toda a sua eletricidade.

📜 O Tratado de 1973 como balizador de uma relação bilateral que transcende qualquer lei nacional.

🔭 O novo papel estratégico da usina num sistema elétrico crescentemente dependente de fontes intermitentes — e por que energia firme vale ouro.

Itaipu não é herança do passado. É projeto para as próximas décadas.

 

 

André Pepitone