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Igreja Evangélica Pentecostal JCS, - Redes Sociais

Um pastor foi detido na noite da última terça-feira (14), durante um culto realizado na Igreja Pentecostal JCS, no bairro Pôr do Sol, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba.

De acordo com informações do Diário do Sertão, a ação ocorreu após denúncias de perturbação do sossego. No entanto, o pastor Leonardo Silva afirma que reduziu o volume do som na primeira vez em que foi alertado pelos policiais.

Em relato, o religioso disse:

“Mesmo eu baixando o som, um deles, de forma truculenta, começou a falar: ‘Tem que ser logo preso porque estão incomodando’. E eu disse: ‘Mas o som já está baixo’. Foi na hora que uma irmã se aproximou desse policial e disse: ‘Se fosse uma festa com paredões, ninguém denunciaria’. Foi nessa hora que ele se exaltou mais ainda e chamou a irmã de satanás. Nessa hora, eu vendo a atitude dele, disse: ‘Está errado o que você está fazendo, você não pode tratar ela assim’. Na hora que eu falei isso, ele se levantou contra mim e disse: ‘Quer ser preso?’. Eu perguntei o motivo, pois não estava fazendo nada. Foi quando ele pegou minhas mãos, colocou para trás, apertou as algemas e me lançou dentro do camburão, na frente de quase 200 irmãos da igreja.”

A jovem Josefa Leite, que é membro da congregação, confirma os relatos. “O pastor foi lá em cima, baixou o som e mesmo assim eles ficaram resistindo e algemaram o pastor. E a gente disse: ‘Não façam isso porque é só um som’. Não precisava de tudo isso. E realmente ele chamou a irmã de satanás com muita fúria. Ele foi em cima da irmã e ela recuou para trás. Foi onde o pastor entrou e interviu dizendo: ‘Não faça isso porque ela é uma mulher’. E ele disse: ‘Eu vou lhe prender, eu estou com vontade de lhe prender’, e prendeu o pastor”.

O pastor afirmou ainda que, em nenhum momento, desacatou a guarnição.

Os membros da igreja ficaram revoltados com a situação e acusam os policiais de agirem com truculência, abuso de autoridade, uso desproporcional da força e intolerância religiosa.

O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), tenente-Coronel Hugo informou que foi comunicado sobre o caso e formalizou a denúncia na Ouvidoria da corporação. Além disso, determinou à Corregedoria do batalhão a instauração de uma sindicância para apurar a ocorrência.

*Com informações do Diário do Sertão.

 

Fonte: Diamante Online